In the Rain

sábado, 12 de maio de 2012

O Silêncio da tua ausência

Estranho me perceber pensando em ti sem dar importância alguma aquilo que importa. Perceber que ouço as músicas que escutas e que tua ausência me torna diferente.
Estranho me perceber serena e medrosa, temendo para que tudo não seja uma viagem minha, temendo que que estejas olhando para mim como não te olho.
Estranho me perceber distraída, fazendo planos de algo que inexiste, pensando e rindo sobre uma história que não tivemos e que depende só de ti para termos.

terça-feira, 10 de abril de 2012


quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Sinto falta daquele sorriso que nunca vi, do amor teu que nunca tive, dos olhos castanhos que nunca encontrei. Sinto falta das fotografias que nunca tiramos, atadas aquele gesto tolo de dizer qualquer coisa a qualquer momento, apenas porque éramos perfeitos.

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Wikileaks foi uma invenção criada para se dizer aquilo que nós de certa forma já sabemos. Afinal, é ingênuo imaginar que os EUA não espionem o Brasil, ou que a corrupção seja apenas uma dádiva brasileira. Ao serem revelados, esses documentos mostram o óbvio: o mundo é humano e como humanos somos feitos de bem e mal, certo e errado. 

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Just keep walking and finally rise!

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Somos todos irmãos, órfãos, filhos de uma mesma realidade que já não nos pertence mais. Caímos num outro mundo, o mundo real, cheio de pequenos detalhes os quais não estávamos acostumados a encarar.   
È estranho perceber que a nostalgia nos cerca, todos nós, e que as nossas risadas se concentram num mundo que não simplesmente é mais nosso.

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Vou-me Embora pra Pasárgada
Manuel Bandeira

Vou-me embora pra Pasárgada

Lá sou amigo do rei

Lá tenho a mulher que eu quero

Na cama que escolherei

Vou-me embora pra Pasárgada
Vou-me embora pra Pasárgada

Aqui eu não sou feliz

Lá a existência é uma aventura

De tal modo inconseqüente

Que Joana a Louca de Espanha

Rainha e falsa demente

Vem a ser contraparente

Da nora que nunca tive

E como farei ginástica

Andarei de bicicleta

Montarei em burro brabo

Subirei no pau-de-sebo

Tomarei banhos de mar!

E quando estiver cansado

Deito na beira do rio

Mando chamar a mãe-d'água

Pra me contar as histórias

Que no tempo de eu menino

Rosa vinha me contar

Vou-me embora pra Pasárgada

Em Pasárgada tem tudo

É outra civilização

Tem um processo seguro

De impedir a concepção

Tem telefone automático

Tem alcalóide à vontade

Tem prostitutas bonitas

Para a gente namorar

E quando eu estiver mais triste

Mas triste de não ter jeito

Quando de noite me der

Vontade de me matar

— Lá sou amigo do rei —

Terei a mulher que eu quero

Na cama que escolherei

Vou-me embora pra Pasárgada.

quinta-feira, 31 de março de 2011

Duas vezes na mesma semana, dois baldes de água fria. Podia vir algo bom dessa vez, não é?

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Um tiro no pé

Eu pensei em te atirar da ponte, em te guardar comigo, em desaparecer do mundo. Pensei também que poderíamos viver em nosso mundo inexistente. Mas eu o que pensei já faz tempo. Tempo suficiente para entender que o tempo simplesmente se passou.
Não existe mais distância entre nós, eu a joguei da ponte, junto com você e todos os restos que insisti em guardar.

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011