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sábado, 14 de novembro de 2009
A Mulher encatadora
- Respeitável Público! - começou dizendo, com sua voz vibrante e rouca. Ajustou a capa, mantendo os olhos fixos na platéia em silêncio. - Apresento-lhes a mulher mais encantadora do mundo! - O Mágico tranpassou a capa pelo vazio ao seu lado, mas sob o soar dos tambores nada apareceu. - Nâo deixem que seus olhos os enganem, senhores, pois o encanto está no sentir - disse passando as mãos pelas coxas femininas que ninguém era capaz de enxergar. - O sentir - continuou - este sim é que mais importa. – Num movimendo solene o mágico abocanhou a coxa, após deslizar mais uma vez os dedos sobre ela. Levantou o rosto vagarosamente em direção a platéia, buscanso os olhares desconfiados de todos. Por seus lábios, antes pálidos, agora escorria sangue e devagar ele mastigava um pedaço da carne. - A mulher encantadora precisa de cicatrizes - disse a voz reverberante – mesmo que ninguém possa enxergá-las - O público arregalou os olhos, mas mostrou-se visivelmente desacreditado do poder daquele homem. Era apenas um truque qualquer, diziam os burburinhos. O Mágico não se deixou abater, e pelas mãos fez sugir uma navalha diante do público agora atento. Aproximou-se do pescoço imaginário, cortando-lhe uma pequena fatia. Escorria sangue. A platéia aos poucos delirava ao ver as mãos mágicas manchadas daquele líquido escarlate. Encantador? Não? - Disse pausadamente encarando cada um que o assistia - Encantador... Aos poucos as pessoas tornavam-se serpentes seguidoras de uma de uma flauta, os olhos atentos em cada gesto do Mágico. - Quero ver o rosto encantado - Pediu uma voz da platéia. - Quero vê-la! O Mágico pausadamente lambeu o sangue das mãos, - Antes mesmo de vê-la é preciso sentí-la. – Advertiu. As mãos dele percorriam um caminho pelo ar. Assim, surgiram os primeiros traços dos olhos dela levemente puxados. Sua boca púpura apareceu em seguida e a pele apresentou-se da cor e tonalidade ideal para qualquer visão. O Mágico percorreu o palco, rodeou-a fazendo seu corpo surgir aos poucos. - Encantadora você é... - susurrou o mágico ao ouvido dela, enquanto conduzia seu corpo e os olhos da platéia ao centro do palco. Os rostos estvam atônitos, incapazes de compreender porque não consguiam desviar o olhar daquele figura tão serena. Aos poucos o Mágico também parecia encantado, deslizando suas mãos incansavelmente pelo rosto dela. As luzes se apagaram, e apenas um feixe iuminava os dois no palco. Ele abraçou-a por trás carinhosamente. Com a navalha abriu-lhe o peito delicado e tirou-lhe o coração ainda pulsante diante da platéia agora aterrorizada. - Não há magia alguma. - disse cortando um pedaço do órgão e guardando em sua cartola. – Assim como não há encanto que dure para sempre. – O Mágico fitou novamente a platéia, seu olhar agora era desorientado, porém firme. Devagar ele retornou à mulher, deslizou as mãos sobre seu corpo quase desacordado, repôs o restante do coração no peito. Com os olhos marejados deu-lhe um beijo na testa. Levantou-se, cordialmente reverenciou o público. Ajustou a cartola e num ensaiado movimento da capa se fez desaparecer.
13/11/2009, sexta feira.
postado por Liv
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domingo, 25 de outubro de 2009
Talvez eu me afaste, é melhor assim. Talvez eu me afaste porque para mim a brincadeira ainda não terminou. Afasto-me porque o jogo não foi o mesmo. Perco, desmancho, pisoteio as peças no chão. As coisas que tu disses se desfasem, voz que se perde pela linha telefônica. Afasto-me, minha jornada terminou há tempos e somente eu não havia percebido. Quem quer que sejas, es apenas a carcaça do que idealizo. Não raro, não nada. Talvez eu me afaste, para entender quais palavras me fizeram perder tanto tempo. Amigos, trabalho, que mais? Não há vontate... afasto-me. Nunca fiz parte daquilo que fizeste questão. Afasto-me, amontoando mais um medo a minha coleção deles.
postado por Liv
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quinta-feira, 30 de julho de 2009
E o tempo passa rápido.
postado por Liv
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terça-feira, 21 de julho de 2009
Tu não mereces o que eu sinto. Deve ser por isso que eu apenas sinto ^^
postado por Liv
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sábado, 9 de maio de 2009
Quando fechar os olhos é mais difícil que deixá-los abertos. Quando o passado se torna futuro. Mexo nos cacos, uma a um. Desmancho-os, remonto-os, retenho-os. É sempre difícil olhar de novo adiante. Na prática nada muda. O vento ainda é o mesmo, as manhãs ainda são frias e as noites solitárias. Quando o caminhar se torna tão árduo quanto o queimar do sol. Quando o presente é apenas um vazio cotidiano. Não há perspectiva. O futuro é apenas o passado disfarçado. O amanhã se perde, não há pelo que esperar. Quando não faz mais sentido recolher os cacos. Quando montar o quebra cabeça já perdeu a graça.
postado por Liv
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domingo, 29 de março de 2009
Quem somos? Qual é o motivo dos nossos refúgios? Tenho preferido o silêncio às luzes piscantes. Me afasto, talvez eu deseje apenas estar serena. Ainda não sei se essa solidão faz bem, talvez faça parte de mim. Estou distante e fora. Talvez não faça bem, nao sei se aml faz. Apenas escorrego, desliso, vou.
7/3/2009
postado por Liv
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terça-feira, 17 de fevereiro de 2009
Eu sinto falta, saudades, medo, tantas coisas. É como um sopro; estou a deriva. Hoje digo sim, amanhã não. Tenho medo, dois passos a frente, um atrás. Cada gesto, conversa, arrepio... eu sinto. As vezes: a impressão de que o mundo vai desabar. Sempre é difícil encarar o que já tanto marcou. Pra mim é difícil, não sei... Enrolada pelas palavras, consumida por mim, um turbilhão de pensamentos de uma só vez. Não sei se é o certo, o menos traumático, não sei. Meu instinto pulsa, aos poucos desabo. Tenho medo, não sei até onde essa história é diferente. Saudades... tantas coisas... espero estar fazendo a coisa certa.
postado por Liv
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segunda-feira, 26 de janeiro de 2009
Faz anos que estamos parados olhando um para o outro. Os momentos se sobrepondo, nunca circulamos no mesmo sentido, um corpo de sins e nãos que se alternam. Você desaparece, ressurge, recomessa. Não sei. Talvez ela seja meu alterego, por isso me irrita. Diz as coisas que eu diria, age como eu penso em agir, tenta ser aquilo que não é. Me irrita porque é o que eu sou, é o que eu finjo não ser. Ela desafia, encara, põe à prova. Eu olho nos olhos, rejeito, irgnoro, recuo... mentira. Não sei o que você me causa, além da dúvida. Inconstante demais para ser intenso sempre, intenso demais para ser vazio. Eu sei bem quem é você, pois guardo bem suas palavras, nossas conversas. Ela é meu alterego sim. Alguém que desdenho, mas não desprezo. Persegue, cerca, avança, irrita. Nós somos sempre assim, refugiados. Já teríamos engolido um ao outro se fossemos somente carne. Você me desdobra, me põe à prova. Não sei quantas vezes nos perdemos, quantas nos perderemos. Para sempre é muito tempo, nunca é pretensão demais.
25/01/2009
postado por Liv
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quarta-feira, 17 de dezembro de 2008
Adoro lembrar de ti como se o tivesse visto ontem. Adoro pensar num segundo que não há distância. Adora a maneira platônica como encontro o meu pensamento, adoro sentir que tuas palavras fluem. Adoro de sentir-me adolescente e incomodada. Adoro sentir o frio na barriga. Adoro o jeito que teus olhos não me encontram. Adoro discordar. Adoro dizer que sou uma coisa, que penso de uma maneira, que sou assim. Adoro levantar-me da cama pensando que hoje já é amanhã. Adoro estar nervosa, levemente radiante. Adoro sentir-me leve, sem saber onde estou indo. Adora estar centrada. Adoro ouvir as palavras fluírem sem que eu pense exatamente nelas. Adoro olhar para as letras dançando e perceber que elas não dizem nada. Adoro estar ansiosa. Adoro fingir que não há nada acontecendo. Adoro essa sensação passageira. Adoro sentir sem saber o que, adoro sentir sem me perguntar por quê.
postado por Liv
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sexta-feira, 28 de novembro de 2008
O que sou eu? Além de egoísta e superficial? O que sou eu? Não sei, deveria? Talvez eu não esteja preparada para isso. Talvez minha vida não esteja pronta. O que sou eu, além disso tudo. O que ou eu, além de nada.
Algumas coisas não são feitas para a gente. Outras nos esperam à porta. Quem sou eu? Quem em quero ser?
Hoje, amanhã... não sei Não estou pronta. Gostaria de estar. Hoje amanhã, nunca
Superficial e egoísta... cansada de ser assim incapaz de mudar.
postado por Liv
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